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Vai comer salada? Só em local confiável. Fique ligado com o perigo invisível: a contaminação

Comer fora de casa traz riscos à saúde, afirma ProTeste. 89% das saladas dos restaurantes estavam com a higiene insatisfatória Você precisa almoçar fora de casa com frequência? É daqueles que adora um churrasquinho na rua? Ou não resiste a um salgadinho na praia? Se respondeu sim a algumas destas perguntas, cuidado: sua saúde pode estar em risco. É o que garante a ProTeste Associação de Consumidores, depois de realizar uma pesquisa em 9 cidades brasileiras, incluindo Vitória. 

Foram feitas análises microbiológicas em saladas cruas de restaurantes - principalmente em shoppings - e alimentos vendidos por ambulantes nas ruas e nas praias. Em 57% deles a higiene foi considerada insatisfatória e 11% estavam contaminados - inclusive com coliformes fecais. Em Vitória, este índice chegou a 60%, mas nenhum alimento foi considerado impróprio para o consumo.
 
“São produtos que podem prejudicar a saúde. Quando falamos de higiene insatisfatória significa que os parâmetros de higiene estão abaixo do esperado. Não quer dizer que o alimento não pode ser consumido, mas pessoas mais sensíveis podem ter algum problema. Os alimentos considerados impróprios são os que estão contaminados“, explicou a coordenadora institucional da ProTeste, Maria Inês Dolci, em entrevista à CBN.
 
Cuidados:
Para a coordenadora do curso de Nutrição da UVV, Ana Maria Bartels Rezende, comprar de vendedores ambulantes é assumir o risco de contaminação, mas explica que uma forma de se proteger é observar a higiene do estabelecimento ou vendedor: se os cabelos estão protegidos, as unhas limpas e cortadas e como a comida está armazenada. “Mas isso tudo é só um indicativo. O alerta é mais para os donos dos estabelecimentos e para a Vigilância. Para o consumidor, depende mais da confiança que o restaurante vai passar”, conta.
 
Vigilância:
A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de Vitória informou que a Vigilância Sanitária ainda não recebeu nenhum material e que precisa tomar conhecimento do teor da pesquisa antes de se manifestar.
 
A pesquisa:
O que foi analisado
Foram avaliadas 150 amostras de três grupos: alimentos vendidos em restaurantes (saladas de folhas cruas), os vendidos nas ruas (cachorro quente, pastel, coxinha, etc); e os vendidos nas praias (queijo coalho, camarão, frutas, sanduíche, etc.).
 
Cidades:
As amostra foram coletadas em 9 cidades: Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis, Guarujá, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.
 
Resultados:
O consumidor corre risco ao se alimentar fora de casa: 57% dos alimentos tinham higiene insatisfatória e 11% estavam impróprios para o consumo – 7% deles, contaminados com coliformes fecais. Só 32% apresentaram higiene satisfatória.
 
Em Vitória:
Em Vitória, 60% dos alimentos tiveram o resultado insatisfatório, mas nenhum foi considerado impróprio.
 
Pior em restaurantes:
89% das saladas analisadas nos restaurantes estavam com a higiene insatisfatória; e 9% delas, contaminadas. Nas praias, 17% dos alimentos estavam impróprios para o consumo; e 31%, insatisfatórios. Dos vendidos na rua, 41% foram considerados insatisfatórios; e 9%, impróprios.
 
O que fazer?
 
Restaurantes:
Vá apenas a locais de confiança e que tenham alvará sanitário. Avalie também sua higiene geral: como estão os banheiros, se os funcionários têm proteção para os cabelos, se usam uniforme, etc.
 
Ambulantes:
Aqui o risco é maior. Veja se portam jaleco, se as unhas estão limpas, cortadas e sem esmaltes, se os cabelos estão protegidos e como o alimento está armazenado.
 
Fonte: ProTeste e entrevistado
 
 
Fonte: A GAZETA